O ÚLTIMO DO MOICANO LÉO MOURA

  • Pierre
  • 06/mar/2015
  • 0 Comentários

Não sei se hoje estou mais saudosista que o normal, mas ao assistir ao jogo da despedida de Léo Moura do Flamengo e ao ver a torcida gritando seu nome e também o de Zico, que esteve presente no último jogo de Léo pelo rubro-negro carioca, me lembrei de um tempo em que a relação de um jogador de futebol com um clube era muito diferente.

Até o final da década de 80 atuar por um mesmo clube era absolutamente comum e não se comemorava este feito. Não era apenas o vil metal que determinava a permanência de um jogador num time, a sua relação afetiva com seu clube pesava muito. Relembrando aquela época, rapidamente me vem à cabeça alguns nomes de grandes craques que tiveram carreiras vitoriosas jogando, na grande maioria do tempo, em apenas um clube. Pelé no Santos, Ademir da Guia no Palmeiras, Roberto Dinamite no Vasco, Falcão no Internacional, Garrincha no Botafogo, só para citar alguns exemplos.

Hoje é exatamente o contrário e podemos contar nos dedos os jogadores que permanecem grande parte de suas carreiras em apenas um clube brasileiro. Tanto Rogério Ceni do São Paulo, quanto Léo Moura do Fla, que no começo de carreira jogou no Linhares, são exemplos que me vêm a cabeça de imediato. Sei que se eu forçar a memória vou lembrar de mais uns dois ou três, mas sinceramente, nenhum outro me vem de lampejo à memória.

Este post não é uma comparação entre as épocas para concluirmos que uma é melhor ou pior que a outra. Longe disso, é apenas uma constatação sobre como era e como é o futebol dito moderno.

A nós torcedores, só nos resta acostumar com o “turn over”. Rsrs!!!

Um saudoso abraço a todos e até a próxima!

Publicidade

0 COMENTÁRIOS

DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO