DANÇA DAS CADEIRAS INDIGESTA PARA OS TREINADORES

  • Pierre
  • 11/mar/2015
  • 0 Comentários

Milito no esporte há pelo menos 30 anos, mas nunca vou conseguir entender a troca desvairada de treinadores no futebol. Os melhores exemplos de times vencedores mostram que quanto mais um treinador fica no cargo, mais a equipe incorpora o seu jeito de pensar taticamente o futebol.

O futebol brasileiro tem a cultura de destituir o treinador em cada pequeno insucesso. Não se dá tempo ao tempo. E os jogadores, que fazem acontecer dentro de campo, não tem responsabilidades sobre os resultados negativos? Na pior das hipóteses sobre apenas para o goleiro! Como meus colegas de profissão sofrem!!!

Grandes times da Europa, que têm a cultura de manter seus treinadores no cargo, já provaram que a teoria funciona muito bem na prática. No Brasil, casos como o de Muricy Ramalho no São Paulo, Marcelo Oliveira, no Cruzeiro e Levir Culpi, no Atlético, mostram que a longevidade do treinador no cargo só traz benefícios e, por consequência, títulos.

No futebol capixaba, a velha prática de derrubar o treinador está mais em alta do que nunca. Em média, um técnico cai por rodada no Capixabão 2015. Já caíram treinadores de 7, dos 10 clubes participantes, muitos deles sem nenhuma explicação lógica.

Vejam o exemplo do ex-técnico do técnico Charles de Almeida, do Atlético-ES, que foi demitido sem muitas explicações, com o time na liderança do grupo sul e com 73,3% de aproveitamento. O treinador saiu cuspindo marimbondos, e com toda razão, sem entender os reais motivos de sua demissão. O Estrela, que também demitiu Dário Lourenço, que vinha fazendo um excelente trabalho no clube e, que imagino, tenha caído em função da derrota em casa frente ao Cuiabá, pela copa Verde, rapidamente contratou o treinador Charles de Almeida. E, por ironia do destino, faz justamente o seu primeiro jogo frente ao seu ex-time, o Atlético-ES. Vai sair faísca!!!

Vamos conferir a lista dos que já caíram neste Capixabão 2015:

– Vevé (Desportiva)

– Antônio Lucas (São Mateus)

– Sérgio Perini (Castelo)

– Luís Carlos Sá (Vitória)

– Jan Faber (Sport-ES)

– Charles de Almeida (Atlético-ES)

– Dário Lourenço (Estrela)

Ainda possuem seus treinadores intactos, Rio Branco, Linhares e Real Noroeste. Mas com essa cultura brasileira eu pergunto, até quando? Só o tempo dirá.

Até o próximo post!

Crédito da imagem: www.blogdocorretor.com.br / Elvis

 

 

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