vamos comer caetano

  • Lúcio Manga
  • 06/set/2014
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ps. leia a coluna de hoje ouvindo vamos comer caetano com calcanhoto, a adriana.  acesse aí, vai: https://www.youtube.com/watch?v=pYJEIPxcM78

 

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… nos atributos do rebolado de quem se estabelece como o superbacana… mas nada no bolso ou nas mãos porque poesia e música configuram acertos certeiros de que tudo é o que não parece, para dificultar a vida dos insensíveis… dos que se movem sempre ao favor das correntezas… eu caminhando eternamente contra o vento, sem lenços ou sem documentos…

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… porque tudo estava pra novela das sete, mas a vice de marina não será a viúva, o que arrefece a disputa e dá ao playboy e à guerrilheira certa chance… mas os atabaques tupiniquins gorjeiam como os de lá no batuque das promessas… não me amarra dinheiro não mas os mistérios… quando a marina começa a tratar do cabelo é de se reparar… toda a trama da trança… será?

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… lá no daqui a pouco… pois as propagandas eleitorais já estampam a cara de otário de quase todos… pensem no haiti, rezem pelo haiti, o haiti é aqui… a sensação obscura de que há personagens, não gestores da coisa pública… a incompetência determina uma sociedade que incompetentemente segue, tal qual gado, a não querer as ideias definidas de cada um ou não, diria caetano… porque eu quero a liberação de todas as drogas, quero a união de qualquer pessoa com qualquer pessoa que seja, mas no civil, ou não, quero o aborto descriminalizado e sem classe social… qual candidato quer o mesmo para que eu possa apertar o confirme com firmeza?

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… por justamente haver a chance de não haver qualquer mudança ou alteração das ordens ordenhadamente comprometidas… só se fala em economia, e eu querendo liberdades individuais, quero a deusa das assombrosas tetas… todas as gotas de leite bom pela minha cara… os indivíduos que se danem, que se acovardem, que sigam o mesmo rumo insensato… e insistam no erro…

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… porque, ao ruminar uma possibilidade de dançar, na bruta flor do querer, que não fique pedra, mas que sobrem pedras, cheias de pedradas bem dadas na escultura… falta de cultura pra cuspir na escultura… na indisposição alheia com qualquer que seja a caretice desse país que compactua com o conservadorismo barato dos superfaturamentos alfandegários… o circo das pulgas que desobedecem as ordens do domador de pulgas e saltam, por serem pulgas e por chuparem o sangue de qualquer vira-lata ou pedigree…

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… pois, enquanto os homens exercem seu podres poderes, você está aí a me ler despretensiosamente, engolindo o pão… o condicionamento bíblico de qualquer cidadão… o dia a dia com o seu calor e frio num piscar de olhos… estado laico de mentira… dentro do avião todo mundo é cristão… o clamor por tudo que se dissolve em fé… fora isso, fora o desespero das solicitações eternas, deus passa despercebido, ou onisciente… onde estava que não ouviu o clamor do sambinha de um nota e só dos psdebistas?

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… porque as necessidades individuais são sempre mais agudas, por partirem de dentro da pessoa… humanamente demasiados, extasiados… todo amor assim tão delicado quando se torna mágoa compromete a relação que se gostaria ter com tudo, com a liberdade de querer a caretice, e de querer tudo livre… mas não há espaço para a liberdade e tudo fica na chatice canastrona de se opor a qualquer coisa que vá na direção para o lado de lá… todo mundo só quer o cá… daí as infelicidades individuais…

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… pois ainda há tempo de construir uma metáfora popular e deixar de ser uma pessoa só… o mundo é de todos e de qualquer um, mas não é um mundo só… como querem os fascistas e as suas necessidades de imposição… rapte-me, adapte-me, capte-me… todos são camaleões mas há camaleões enrustidos, domesticados pelos discursos soberanos das babaquices pseudoengravatadas… a vida não é uma festa de coluna social… vamos

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… porque é proibido proibir… é proibido… liberdade de expressão, não de espertalhões que querem o um discurso só… é preciso que todos os discursos se embaralhem e se contradigam… a realidade é uma contradição… viver pode parecer uma eternidade quando há tanto por vir… o mundo vem na mesma direção dos átomos da vontade de não ter que ser a mesma pessoa a vida inteira…

vamos comer caetano, vamos devorá-lo… logo mais à noite… sem lenço e sem documento…

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