Eu, tu, ele

  • 04/out/2018
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Por Luiz Henrique Stanger;

Responsabilidade individual está diretamente ligada ao protagonismo, o qual todo ser humano, durante sua caminhada, tem oportunidades de praticar. Contudo, o viés de dívida com a sociedade e a visão desta com o paternalismo típico do Estado colocam a maioria dos indivíduos longe desse pensamento. Diariamente, ouvimos frases que dizem respeito à coletividade: NÓS devemos isso, NÓS faremos aquilo, TAIS PESSOAS farão aquilo, mas, raramente, ouvimos o que EU, enquanto ser individual e consciente do meu papel social, devo fazer.

Responda à pergunta: o que faz uma pessoa bater a porta do seu carro no veículo estacionado ao lado quando resolve abri-la? O exemplo é demasiado corriqueiro e, ainda assim, de grande valia para exemplificar a responsabilidade individual. A resposta à questão não é “não bater para evitar estragos no outro carro”, pois é mais profunda e tem relação intrínseca com a responsabilidade individual aqui falada. Não bater a porta no carro próximo é o certo por ser melhor, em primeiro lugar, para o meu próprio carro. Logo, se EU não bato a porta no carro vizinho, o MEU carro não será afetado e, por conseguinte, o que está ao lado também não.

Há diante de nós, diariamente, a dualidade que reside em fazer o melhor para o EU ou pensar nos outros. A tomada de decisão, para ações em benefício próprio ou não, tem como guia os valores pessoais. Aceitar, assumir e conviver com as consequências das decisões tomadas, diante das mais distintas situações, são responsabilidades individuais. Ora, pelos próprios atos praticados e surtindo efeitos, culparíamos a quem? Outrem? Não, de forma alguma.

A responsabilidade individual daquele que é protagonista de sua vida abre caminho para buscar o melhor para si, para daí, então, ser bom para a outra pessoa. O protagonismo entrega os louros da vitória, mas também recebe o saldo da derrota. Passar pelo resultado, seja este qual for, com a responsabilidade individual em primeiro plano, é crucial para o desenvolvimento de homens e mulheres. Portanto, cabe a nós ter em mente a lição do filósofo e economista escocês Adam Smith: “O que vai gerar a riqueza das nações é o fato de cada indivíduo procurar o seu desenvolvimento e crescimento econômico pessoal.”

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