Precisamos assumir o nosso papel de protagonistas

  • 05/out/2018
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Por Carolinne Góes Tavares;

Uma pesquisa divulgada em junho desse ano pelo Datafolha retratou a falta de expectativa da nossa sociedade com o futuro do nosso país. 43% da população adulta brasileira têm o desejo de sair do país, e, entre os jovens, esse percentual aumenta para 62%. O êxodo não fica somente na intenção, visto que a cada dia aumenta o número de solicitações de vistos e pedidos de cidadanias estrangeiras. A população se sente vítima de um sistema ineficiente e injusto.

Essa visão precisa mudar. Não somos vítimas do sistema, mas sim seus criadores, portanto cabe a cada um de nós modificá-lo. A falta de credibilidade em nossas instituições e a crise política e econômica que estamos vivendo são consequências das escolhas que fizemos no passado, seja elegendo mal os nossos representantes, seja pela omissão ou pela falta de participação política.

Não podemos abandonar o barco, pois devemos remar juntos para o destino que almejamos. O ano de 2018 será emblemático para a definição da rota que esse barco irá seguir, pois é o momento de analisar os efeitos das nossas escolhas, de expor nossas ideias e de buscar propostas que estejam alinhadas com nossos valores.

Vivemos na era da informação. Nunca tivemos, à nossa disposição, tantas ferramentas que possibilitam uma comunicação direta entre diferentes pessoas, permitindo troca e compartilhamento de informações. O histórico político dos candidatos está disponível na palma de nossas mãos, nos diversos aplicativos de telefonia móvel que foram criados com o objetivo de auxiliar a escolha dos eleitores, como por exemplo o Detector de Ficha de Políticos e o Poder do Voto. Nossa responsabilidade aumentou e, consequentemente, o nosso poder de transformação também.

Mas não será apenas o voto que mudará a realidade do nosso país, mas sim as ações do dia a dia que fortalecerão a construção desse novo futuro através do respeito às normas e desenvolvendo ações para melhoria da qualidade de vida na sociedade. Precisamos ser a mudança que queremos, e, para isso, é necessário assumir a nossa responsabilidade individual nas ações do dia a dia, participar ativamente das decisões que nos afetam e entender que as consequências também são de nossa responsabilidade.

A fuga sempre deixa para trás o sentimento de perda e frustação. Vamos transformar esses sentimentos em orgulho e satisfação, assumindo nosso papel de protagonistas na construção de um Brasil promissor, próspero, ético e mais justo.

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