Eleições – O Grande Desafio de 2018

  • 18/out/2018
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Por Bharbara Pretti Dalla Bernardina;

Esse ano iremos escolher os representantes do nosso país pelos próximos quatro anos. Diante disso, questiono: você sabe quantas cidades tem nosso país? Talvez, sabendo um pouco mais sobre o número de cidades que há em cada estado, possamos refletir sobre a importância das eleições de 2018 no Brasil e a responsabilidade individual de cada um dos cidadãos brasileiros.

O nosso País tem um total de 5.570 cidades nas quais estão distribuídas uma população de, aproximadamente, 208 milhões de pessoas, segundo dados de 2018 do IBGE. Com esse número em mente, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), aproximadamente 147,3 milhões de brasileiros estão aptos a votar, sendo 52% do eleitorado composto por mulheres.

Diante desse cenário, temos um número reduzido de pessoas que realmente votam, o que acaba por não permitir que a democracia seja exercida em sua plenitude, tendo como consequência o afastamento do Estado de Direito que deve existir. A raiz do problema se mostra, principalmente, pela falta de acesso à informação das pessoas, e é importante destacar que nem todas que têm acesso possuem grau de escolaridade adequado para que possam entender a mensagem que está sendo passada.

Em paralelo ao problema supra apresentado, temos ainda uma outra questão de grande relevância que é parecida com a que ocorreu nos Estados Unidos durante a campanha do atual presidente, Donald Trump. Com as informações vazadas pela Google Analytics, vieram a público dados pessoais dos eleitores para que as campanhas de Trump fossem assertivas. Esse fato deve servir de alerta para os brasileiros nessa eleição.

Explico. Em 2016, a Uber foi vítima de um cyber ataque no qual os dados de, aproximadamente, 196 mil brasileiros foram expostos. Com isso, acabamos por ficar tão vulneráveis quanto os americanos que tiveram os dados vendidos pela Google Analytics.

Mas, qual é o impacto disso nas eleições de outubro? O impacto do vazamento de dados para as eleições se dá pelo fato de que, possuindo determinadas informações sobre os eleitores, os presidenciáveis podem fazer campanhas com base no que os cidadãos, de fato, querem ouvir e, diante disso, acabam votando em pessoas que, na verdade, têm propósitos diferentes do que é falado.

Outro fato que ilustra bem o poder do marketing assertivo é o fato de que a maior fonte de receita do próprio Google advém desse tipo de marketing. O Google capta as preferências e os sites que os usuários acessam e, com isso, em páginas como Outlook, Instagram, Facebook e em outros sites, aparecem propagandas dos sites acessados em um momento anterior.

Por fim e sem mais delongas, o impacto disso tudo é devido à desinformação da população. Como muitas pessoas são desprovidas de estudo básico, elas acabam sendo seduzidas por questões que foram pensadas estritamente para convencer os indivíduos e angariar votos de maneira efetiva, sem que o candidato as conquistem com suas reais propostas.

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