Startups – O Futuro do Investimento de Capital de Risco

  • 22/out/2018
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Por Bharbara Pretti Dalla Bernardina;

Uma startup é formada por um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza. Em suma, é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Por ser estruturada em um cenário de incerteza, não há como fazer projeções específicas de que a startup irá prosperar, e, nesse ponto, mora o risco neste tipo de investimento.

Essas empresas apresentam modelos repetíveis e escaláveis, o que, na linguagem das startups, significa crescer continuamente sem que isso apresente um risco para o modelo de negócios desenvolvido. Já ser repetível significa ainda possuir a capacidade de entregar o mesmo produto em escala ilimitada e sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente. As startups crescem ainda em receita, mas têm seus custos aumentando de forma bem mais lenta, fazendo com que a margem de lucro seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.

Os passos seguintes são marcados justamente por meio desse ambiente de incerteza em que se fala de investimento para startups, pois, sem capital de risco, o chamado venture capital, é muito difícil ou quase impossível de persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Quando a receita começa a existir, geralmente é necessária uma nova rodada de investimento para que seja feito um novo aporte de capital na companhia com o objetivo de que torná-la sustentável.

Em sequência, quando o modelo se torna escalável, a empresa deixa de ser uma startup e passa a ser uma empresa com alta lucratividade. Caso contrário, ela precisa se reinventar ou corre o risco de não ter continuidade.

Você deve estar pensando agora: qual método de avaliação dessas startups? Qual é o valuation e como ele é construído para as rodadas de captação? A técnica mais utilizada é o modelo de acqui-hiring. Isso quer dizer que a empresa é avaliada por seu capital humano: você compra a “cabeça” do negócio, portanto a negociação é em cima do talento e da capacidade da equipe, já que, muitas vezes, essas empresas não possuem se quer uma sede física ou receita apurada.

Com a modernidade, exemplos de startups em nosso cotidiano são cada vez mais comuns e tangíveis, como é o caso do PicPay, Amazon, Facebook entre outros. Possuímos ainda exemplos locais como a Shipp e a Zaitt, que compõe cada vez mais uma realidade no mercado brasileiro e espírito-santense, nascendo de modo a disruptar a forma como empresários pensam em negócio.

Por fim, essas startups são criadas por pessoas mais jovens que enxergam um problema na sociedade e desenvolvem uma forma de resolvê-lo por meio de um modelo de negócios de baixo custo e com potencial de alta rentabilidade, possuindo uma forma de expansão mais rápida, fácil e mais barata, por um modelo escalável. Diante disso tudo, fica o questionamento: O que te impede de começar a empreender?

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