Para receber bem 2015: Château de Pibarnon Blanc 2005, Dagueneau Pur Sang 2010, Dom Pérignon 2004, Penfolds Grange 1995, Robert Mondavi Private Reserve 1991 e Salvioni Brunello di Montalcino 2004!

  • Luiz Cola
  • 04/jan/2015
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Entre “vinhos e mais vinhos”, o ano de 2015 não poderia ter começado melhor! Desde os primeiros minutos do ano minhas taças estiveram preenchidas com ótimos vinhos reunidos para celebrar o Reveillón entre amigos. Depois de uma breve pausa, eis uma bela seleção de rótulos para abrir a série de posts desse ano que se inicia…  
Château de Pibarnon Blanc 2005
O Bandol é um dos poucos lugares do mundo que pode se orgulhar de ser pródigo na produção de brancos, rosés e tintos, tendo no Château de Pibarnon um exemplo perfeito disso. Esse Blanc 2005 foi elaborado com uvas típicas da região (40% Clairette, 40% Bourboulenc e 20 % de  Roussanne e Viognier) num terreno elevado e frio da propriedade. Já bastante maduro, começando a ganhar uma linda tonalidade amarelo ouro, ofereceu aromas bastante florais e com notas de damasco, mel e própolis. Apesar de sua acidez não ser muito destacada, mostrou-se muito equilibrado e com alguma complexidade. Final de boca sedoso e carnudo. Um branco bastante exótico e que merece ser conhecido.

Didier Dagueneau Pur Sang 2010
Sob a batuta de Louis-Benjamin, filho de Didier Dagueneau, o Pur Sang continua a se destacar como um dos grandes vinhos feitos com a Sauvignon Blanc no Vale do Loire. Um caldo rico em notas calcárias (giz) e de sal defumado, que cresce tremendamente na boca, cheio de untuosidade e suculência. Na hierarquia dos SB’s do Dagueneau eu ainda prefiro o Silex, o Le Mont Damné e o Buisson Renard, mas devo dizer que o Pur Sang também tem sua hora e lugar.

Dom Pérignon 2004
Esse Champagne Millésime dispensa grandes comentários, exibiu a classe de sempre, com ótima mousse e perlage finíssima. Boca dominada pela mineralidade e pelas notas cítricas e florais. Ainda jovem para expressar todo seu potencial, mas capaz de enaltecer bem a chegada de 2015.   
Penfolds Grange Shiraz 1995
Como eu gosto desse vinho! Pena que ele esteja ficando cada vez mais proibitivo de ser comprado, mesmo fora do Brasil… Um SHIRAZ digno das letras maiúsculas e de ser o grande ícone do vinho australiano. Repleto de intensas expressões gustativas e aromáticas, merecia ter sido apreciado com mais calma. Mesmo assim, impressionou a cada gole sorvido. Espetacular (como sempre!).

Robert Mondavi CS Reserve 1991
Sempre tenho um pé atrás com esses grandes vinhos americanos, costumeiramente turbinados com carvalho novo além do que aprecio, mas esse CS Reserve 1991 conseguiu quebrar minha resistência e me conquistou de imediato. Elaborado com um típico corte bordalês (87% CS, 10% Merlot e 3% Cabernet Franc) é um vinho que certamente alcançou o seu auge, repleto de aromas complexos, mesclando notas de cedro, tabaco, menta, pimenta negra e terra úmida. Paladar sedoso e equilibrado, cujos ricos taninos foram bem polidos pelo tempo, entrando em perfeita sintonia com sua acidez e finalizada pela exata integração com a madeira onde estagiou. Talvez o melhor vinho americano do gênero que já tive o privilégio de degustar.  

Cerbaiola Salvioni Brunello di Montalcino 2004
Ao lado de outros renomados produtores da região, a Azienda Cerbaiola orgulha-se de ter neste Salvioni 2004, um dos melhores Brunellos di Montalcino já produzidos até hoje. Seguindo a metodologia tradicional de vinificação, ele passou por um longo amadurecimento (36 meses) em grandes “botti” de carvalho eslavônico (capacidades entre 18 e 22 hectolitros), complementados por mais 5 anos de afinamento nas garrafas antes de ser vendido. Todo esse esmero resultou num Brunello repleto de força e complexidade. Seus aromas exuberantes de frutas vermelhas maduras se mesclaram com notas florais, de couro e funghi secchi, preparando o palato para um caldo refinado e muito aveludado. Mais uma garrafa onde a “trindade” taninos, acidez e madeira se fundiu muito bem, resultando num final de boca longo, seco e cheio de vigor. 

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