Deitado ou de pé? Qual a melhor maneira de armazenar um vinho vedado com screwcap?

  • Luiz Cola
  • 13/abr/2016
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Já não há mais nenhuma dúvida que as vedações tipo “screwcap” vieram para ficar e ampliam sua participação no mercado de vinhos a cada safra.

Usadas principalmente em vinhos de consumo imediato, as screwcaps também são utilizadas em muitos vinhos de grande potencial de guarda e que podem evoluir por mais de uma década nas adegas. Pensando justamente nesses vinhos, fica a dúvida: qual seria a melhor forma de armazená-los na adega, deitados ou de pé?

Instigado por essa pergunta feita por um leitor da revista inglesa Decanter, o Master of Wine Peter McCombie explica que essas vedações mais simples e sustentáveis, foram criadas como uma alternativa às rolhas de cortiça, especialmente entre os produtores da Austrália e Nova Zelãndia, geograficamente bem distantes da matéria-prima tradicional.

Apesar de evitarem um defeito sensorial no vinho causado pela rolha de cortiça, conhecido como “bouchonée” (ou gosto de rolha), serem mais baratas e facilmente recicláveis, as screwcaps não são necessariamente melhores do que as rolhas tradicionais. Na verdade, seus fabricantes tentam imitar os atributos positivos da rolha de cortiça, particularmente sua capacidade de interagir com o oxigênio exógeno, um atributo considerado importante na lenta maturação do vinho na adega.

Desse modo, McCombie conclui sua resposta dizendo que deixar as garrafas deitadas ou de pé não fará muita diferença num curto espaço de tempo, salvo se os vinhos adegados por muito mais tempo e a garrafas já utilizarem modelos modernos de screwcap como o “Stelvin”, capazes de simular o benéficio processo de micro-oxigenação da cortiça.

Nesse caso, como alerta Grégory Patriat, enólogo da vinícola de Jean-Claude Boisset, cujos vinhos utilizam ambos os métodos de vedação, é preferível manter as garrafas deitadas, garantindo-lhes uma boa troca entre o líquido e o ar externo através dessa screwcap de “2ª geração”.

Fonte: Decanter

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