Santa Rita Casa Real é o grande vencedor da prova “Cabernet Sauvignon Ícones” do RWFF 2016!

  • Luiz Cola
  • 20/out/2016
  • 5 Comentários

Um dos momentos mais aguardados do Rio Wine and Food Festival (RWFF) 2016 ocorreu na manhã dessa quarta-feira no Hotel Copacabana Palace: um seminário bastante didático sobre a Cabernet Sauvignon, a mais bem sucedida e conhecida vitis vinifera do planeta.

Organizado pela vinícola Santa Rita, o seminário apresentou um perfil completo das características da casta nas principais regiões vinícolas do mundo e, num segundo momento, explanou sobre o detalhado estudo e vultuoso investimento realizado pela vinícola em seus vinhedos do Vale del Maipo.

Entre as palestras aconteceram dois painéis de degustação às cegas com vinhos baseados na Cabernet Sauvignon: na primeira bateria, seis vinhos de categoria intermediária foram degustados por um experiente grupo de enófilos, sommeliers, jornalistas, bloggers e demais formadores de opinião. Estiveram presentes vinhos da Argentina, EUA, França, Chile, Itália e Austrália.

Nessa primeira sessão foi relativamente fácil para a maioria dos degustadores perceber as distinções de estilo e influência do terroir nos vinhos, levando a um resultado bastante óbvio: o bordalês Blason d’Issan 2012 levou a melhor.

cabernet-sauvignon-icones

Na bateria seguinte, com seis cabernets “ícones” da França, Chile, Itália, EUA, Nova Zelândia e Austrália, as coisas ficaram bem mais complicadas. A alta qualidade dos vinhos era indiscutível, mas reconhecer estilos e o terroir de cada um pareceu uma tarefa muito mais difícil.

Apesar da dificuldade de identificação, escolher o melhor foi relativamente fácil. Depois de uma rápida votação entre os participantes, chegamos ao placar indiscutível de 22 votos para o primeiro lugar contra 9 votos do segundo colocado.

Reveladas as garrafas veio a inevitável surpresa de alguns e a grande satisfação de outros: o chileno Santa Rita Casa Real 2011 levou a melhor sobre o Supertoscano Antinori Solaia 2011. Na sequência, um empate entre o bordalês e o californiano, deixando os vinhos da Oceania nos últimos lugares.

Esse expressivo resultado, em minha opinião (ainda bem que votei nele…), faz jus ao Santa Rita Casa Real, um vinho que merece figurar entre os grandes exemplares da casta ao redor do mundo.

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5 COMENTÁRIOS

  • Flavio - 21 de outubro de 2016 às 23:08

    Já comprei minha garrafa, Luiz! As dicas do amigo são sempre bem-vindas!
    Abraços,
    Flavio (vinhobão)

    • Luiz Cola

      Luiz Cola - 22 de outubro de 2016 às 12:07

      Olá Flávio,
      Aproveite bem o Casa Real! Se puder esperar mais alguns anos, serás recompensado!
      Grande abraço,
      Luiz Cola

  • Fernando - 20 de setembro de 2017 às 20:19

    Vinho bom mas não vale o preço

  • Rocha - 24 de abril de 2018 às 11:25

    OLá Luiz, entre os seis concorrentes aqui, acabei de comprar um deles.
    Investi em 4 garrafas do STAG’S LEAP Artemis da Califórnia, um vinho de cinema cujo rótulo menciona o inesquecível Julgamento de Paris em 1976.
    Gostaria de sua opinião sobre ele antes de abrir a primeira garrafa.
    Abs, Rocha

    • Luiz Cola

      Luiz Cola - 24 de abril de 2018 às 12:42

      Olá Rocha,
      O Artemis seria um “terceiro vinho” da Stag’s Leap baseado na Cabernet Sauvignon.
      Ele é muito bem conceituado e creio que vai agradar o seu paladar (saiba que vai encontrar um vinho bastante encorpado, tânico e com forte presença de madeira nova).
      Quanto ao melhor momento para começar a abrir, sugiro esperar uns 7 a 8 anos da safra adquirida por você. Pode beber antes, mas as características acima vão estar ainda mais acentuadas.
      Abs,
      Luiz Cola

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