Barca Velha: depois dos 100 pontos, a descoberta de uma safra desconhecida!

  • Luiz Cola
  • 03/maio/2017
  • 8 Comentários

Alguns grandes vinhos são cercados de mitos e histórias curiosas que acabam por torná-los ainda mais reputados e conhecidos. Assim aconteceu também com o Barca Velha, o mais célebre vinho de Portugal…

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No espaço de poucos dias, depois de alcançar mais um grande reconhecimento internacional ao receber a pontuação máxima (100 pontos) da revista americana Wine Enthusiast; o atual enólogo responsável por sua elaboração confirma algo muito mais inusitado: existe uma 19ª safra de Barca Velha (1955), desconhecida até mesmo dos proprietários da vinícola.

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Durante os 65 anos que se passaram desde sua criação (em 1952) pelas mãos do enólogo Fernando Nicolau de Almeida, o Barca Velha registrava oficialmente apenas 18 edições (1952, 1953, 1954, 1957, 1964, 1965, 1966, 1978, 1981, 1982, 1983, 1985, 1991, 1995, 1999, 2000, 2004 e a “perfeita” 2008). Agora, depois de muita pesquisa nos arquivos da Casa Ferreirinha, finalmente o enólogo Luís Sottomayor veio a público para confirmar que a colheita de 1955 também produziu um vinho digno do rótulo “Barca Velha”.

A história por trás dessa incrível descoberta começou a ser contada um ano atrás, num delicioso artigo do jornal português Expresso, quando sequer havia a confirmação de que uma garrafa recém vendida para o comerciante de vinhos Tiago Paulo fosse considerada verdadeira. Uma história de mistério vínico finalmente desvendada!

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8 COMENTÁRIOS

  • Jaime riba - 3 de maio de 2017 às 01:08

    São coisas que também acontecem a quem faz vinho por amor e paixão pelas coisas da terra. Sempre a pensar no que vem a seguir por vezes há coisas feitas que mesmo sem esquecê-las não vemos o tempo passar e um dia lá vem a surpresa. É assim que imos descobrindo privilégios de terroires que existem em muitas regiões para além da moda. E então quando expontaneamente partilhamos a obra do tempo revivemos histórias que alimentam os sentidos e desatam a língua numa partilha de sensações.

    • Luiz Cola

      Luiz Cola - 3 de maio de 2017 às 09:53

      Olá Jaime,

      Concordo plenamente com você!

      Abs,
      Luiz Cola

  • Tiago Paulo - 4 de maio de 2017 às 05:09

    bom dia
    bonito artigo, foi uma luta da minha parte para se apurar a verdade, seja ela qual fosse mas que teve um final feliz, com o reconhecimento de uma nova colheita deste vinho mítico. O vinho é cheio de historias e aqui esta mais uma para nos encantar a todos. um abraço

    • Luiz Cola

      Luiz Cola - 4 de maio de 2017 às 12:49

      Olá Tiago,
      Obrigado!
      Muito interessante a história do resgate e autenticação dessa safra “esquecida” de Barca Velha!
      Quando voltar a Portugal, espero ter oportunidade de visitar sua loja.
      Abs,
      Luiz Cola

  • Tive - 9 de novembro de 2017 às 21:59

    Tive oportunidade de degustar é sensacional

  • Manuel Cabral - 28 de janeiro de 2018 às 16:28

    Já não bebo uma Barca Velha há muitos anos!
    Mas recordo as quatro colheitas com que tive o privilégio de me deliciar – 64, 65, 66 e 81! Destaque para 64, e depois para 66…

  • Adauto Vasconcelos - 16 de setembro de 2018 às 05:29

    Apesar de degustar os vinhos da Casa Ferreirinha a bom tempo, gostaria de uma opinião sobre algumas safras notadamente a 83!

    • Luiz Cola

      Luiz Cola - 17 de setembro de 2018 às 09:45

      Olá Adauto,
      Assim como você, já degustei uma boa leva de garrafas da Casa Ferreirinha em seus diversos níveis de qualidade: do Esteva ao Barca Velha.
      Acredito que os Quinta da Leda e Reserva Especial ofereçam a melhor relação preço x qualidade dentre todos eles. No caso do Barca Velha 1983, já tem uns bons anos que não o bebo, mas o recordo o suficiente para dizer que era um vinho irretocável dentro do perfil clássico dos tintos velhos do Douro.
      Pretendo organizar uma degustação de várias safras de Barca Velha em breve, inclusive com o 1983 dentro dela. Quando o fizer, terei como te oferecer impressões mais atualizadas sobre ele.
      Abs,
      Luiz Cola

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