5 estilos de vinhos versáteis para a ceia de Natal!

  • Luiz Cola
  • 20/dez/2017
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Para muitas pessoas sempre surge uma dúvida nessa época do ano: que vinhos servir durante a ceia (ou almoço) de Natal? Considerando a habitual miscelânea de pratos servidos nessa ocasião, essa é uma pergunta que costuma ter mais de uma resposta.

Independente do menu escolhido, esse é um momento onde o espírito natalino fala mais alto e uma boa taça de vinho deve estar presente apenas para acompanhar e enriquecer esses momentos em família. Mas isso não quer dizer que não seja possível harmonizar um pouco as coisas entre os pratos da ceia e os vinhos servidos.

Levando em conta a estação do ano (início do verão) em que celebramos o Natal por aqui, temos de privilegiar aqueles vinhos dotados de um estilo mais refrescante, frutado e fácil de beber. Não é muito recomendado investir em tintos encorpados ou tânicos demais. Certamente eles irão cansar o seu paladar e sobrepujar pratos recorrentes como o peru assado, o tender ou o bacalhau.

Além disso, o fator “custo” deve ser considerado, afinal, o gasto com presentes destinados aos entes queridos e amigos sempre é bastante elevado. Para obter um ótimo desempenho, não é preciso abrir nenhum rótulo caro ou especial (mas também não é proibido…), basta investir em vinhos capazes de ser apreciados por todos os convidados.

Para facilitar um pouco as escolhas, sugiro cinco estilos de vinhos bem versáteis e aptos a fazer um belo papel em nossas ceias de Natal:

Casa Venturini Vivere Brut NV (ótima opção de Brut Champenoise na faixa dos R$50)
  • Espumantes: nesse vasto grupo que incluem nossos ótimos rótulos nacionais, temos boa variedade de cavas espanhóis, proseccos e franciacortas italianos, além crémants e champagnes franceses. O maior de todos os “curingas” quando o assunto é vinho, cabe como uma luva na noite de Natal. Pensando em relação custo x benefício, dá para encontrar ótimas opções de espumantes entre R$40 e R$100. Dê preferência aos do tipo Brut e elaborados pelo método champenoise (ou tradicional).
  • Brancos leves e bem refrescantes: dentro desse estilo, sugiro dar preferência aos Muscadets do Vale do Loire (França) ou Alvarinhos da região do Vinho Verde (Portugal). Esses brancos são bem acessíveis ao paladar e ao bolso. Entre R$70 e R$120 é possível comprar um ótimo rótulo de uma dessas regiões, como este aqui.
Wine & Soul Guru (um de meus brancos prediletos de Portugal)
  • Brancos untuosos e estruturados: nessa categoria temos de tomar muito cuidado com nossas escolhas, já que existem inúmeros produtores que exageram no uso da madeira. Os vinhos baseados na Chardonnay (encontrados em quase todas as regiões) são os mais lembrados nesse estilo, mas podemos encontrar outras opções interessantes e mais acessíveis nos brancos do Loire (elaborados com Chenin Blanc), no Douro (Portugal) e na Rioja (Espanha).
Atelier Tormentas Monte Alegre 2016, a mais recente edição de um Pinot Noir nacional que sempre se apresenta em grande nível.
  • Tintos leves e frutados: nesse segmento, nenhuma casta se destaca mais que a Pinot Noir, com sua expressão frutada e cheia de frescor. Mais uma vez somos levados a pensar nos vinhos da Borgonha, onde os melhores rótulos custam uma pequena fortuna. Mas é claro que também podemos encontrar boas opções na Alsácia e Loire (França), nos EUA e até mesmo na América do Sul. Para sorte dos brasileiros, temos alguns ótimos exemplares produzidos aqui. Entre eles, no quesito preço, eu destacaria o Aurora Pinto Bandeira e o Fazenda Santa Rita. Olhando para uma faixa de preço um pouco mais elevada, temos rótulos mais refinados e complexos, como os produzidos pelo Vinhedo Serena e o Atelier Tormentas (foto), que tem cacife para agradar qualquer enófilo.
  • Tintos maduros e complexos: acredito que esse estilo de vinho só deve ser escolhido por aqueles que desejam abrir uma garrafa devidamente amadurecida pelo tempo, guardada para ocasiões especiais. Se esse for o seu caso, a paleta de opções é bastante ampla e eu sugeriria um vinho de perfil bem gastronômico como um grande Barolo, um Bordeaux de primeira linha ou um Rioja Gran Reserva (todos com pelo menos 20 anos de evolução).

Enfim, acredito que a versatilidade proporcionada pelos estilos de vinho (e faixas de preço) mencionados aqui é mais do que suficiente para se adequar com qualquer ceia natalina e com o clima de paz e harmonia que todos desejamos nessa época do ano… Feliz Natal para todos!

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