Verão, praia e… Vinho!

  • Luiz Cola
  • 12/jan/2018
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Parece ser um senso comum dos brasileiros: verão e praia combinam com cerveja! É claro que eles estão com razão, mas isso não significa que a cerveja seja uma exclusividade durante essa época do ano em nosso litoral. É perfeitamente possível associá-los a outro nobre fermentado: o vinho!

Champagne, sempre uma ótima pedida (mas nem sempre possível) para harmonizar com a praia e o calor do verão!

Porém, para que o vinho proporcione a desejada sensação de frescor, ou trocando em miúdos, “mate a sede”, é preciso fazer as escolhas certas. Para os devotos dos vinhos tintos potentes, é melhor esperar mais alguns meses antes de abrir suas garrafas dominadas pelos taninos e pelo álcool. As características dominantes que devem ser buscadas para “harmonizar” um vinho com o dupla praia e verão são: elevada acidez e frutuosidade marcante, normalmente associadas a discreta tanicidade (no caso de tintos) e baixo teor alcoólico.

Esses elementos são encontrados em uma ampla variedade de vinhos, mas não apenas em espumantes e brancos como muitos costumam imaginar. Existem também inúmeros vinhos tintos capazes de desempenhar um belo papel na praia e vencer o calor sem qualquer dificuldade. Pela natureza do momento de descontração e da rusticidade do local, ninguém precisa escolher vinhos sofisticados ou muito caros, o negócio é se refrescar, se divertir! No final desse post listo uma série de opções interessantes para todos os gostos e bolsos.

Existem ainda uma boa variedade de drinks à base de vinhos e espumantes que reforçam nosso leque de opções para refrescar e animar os momentos de alegria e descanso à beira mar. Talvez os mais conhecidos sejam os que tem os espumantes como base (Bellini, Kir Royal e Aperol Spritz), mas o Portonic, feito com vinho do Porto branco, também é uma opção muito bacana essas ocasiões. Veja algumas receitas bem fáceis de fazer logo abaixo.

Sugestões de vinhos (e drinks feitos com eles) para harmonizar com o verão à beira mar

Espumantes: praticamente todos os tipos vão cair bem na beira da praia, mas sugiro dar preferência às versões mais secas (menos açúcar residual) como a Nature, Brut ou Extra Brut. A origem também não vai importar muito, mas não descuide da qualidade. Pode ser um dos inúmeros espumantes nacionais (a maioria de ótima relação custo x benefício), um Cava espanhol, um Prosecco italiano, um Bruto português ou um dos diversos tipos de crémants feitos na França (Champagne também pode, é claro!).

Brancos: as melhores opções, que além de oferecer frescor e um caráter frutado, combinam muito bem com os petiscos e pratos feitos com frutos do mar, vem da região francesa do Vale do Loire (Muscadet, Sancerre e Pouilly-Fumé), do Vale de Casablanca (Chile) e da Nova Zelândia, com seus perfumados sauvignon blancs; da divisa francesa e alemã, repleta de ótimos rieslings; sem esquecer dos fabulosos vinhos de Chablis (feitos com Chardonnay) e de Pouilly-Fuissé.

Tintos: o segredo aqui começa pela escolha das castas, naturalmente menos tânicas que outras como a Pinot Noir, a Gamay, a Poulsard ou a Dolcetto. A Pinot Noir é seguramente a mais difundida e conhecida delas, enquanto as demais costumam ficar mais restritas às suas regiões de origem (Beaujolais, Jura e Piemonte, respectivamente).

Dentre as opções disponíveis de Pinot Noir, podemos encontrar alguns rótulos acessíveis e de boa qualidade aqui mesmo no Brasil (especialmente os oriundos de Pinto Bandeira-RS), no Chile (Vales de San Antonio e Casablanca), no norte da Itália (Pinot Nero), no Jura (França) e, sobretudo, na Borgonha. O problema aqui costuma ser o preço e a irregularidade entre produtores de uma mesma apelação. Se não souber o que está comprando, evite.

A meu ver, a grande pedida entre os tintos são os “Crus” do Beaujolais, vinhos feitos com Gamay nas melhores apelações da região (fuja de Beaujolais Noveau!). Temos à disposição no mercado brasileiro ótimos exemplares vindos de Morgon, Brouilly, Fleurie, Juliénas entre outros, que casam muito bem com essa estação. Se tiver acesso a um dos raros exemplares de Poulsard que temos por aqui, não perca a chance de experimentá-los (será paixão ao primeiro gole). A italiana Dolcetto, vinda da famosa região do Piemonte, também é uma bela descoberta a ser feita. Costumam ser bem acessíveis em termos de preço e proporcionar grande satisfação.

A variedade de drinks à base de vinhos e espumantes é quase infinita… Use sua imaginação!

Drinks: a moda dos espumantes “Ice” está a todo vapor por aí, mas eu os acho doces demais. Creio que existem drinks mais interessantes para quem deseja algo mais alegre e menos alcoólico para beber. Veja três sugestões de receitas clássicas de bebidas feitas com vinho que vão agradar em cheio.

Kir Royal(e): ele é facílimo de fazer! Basta colocar numa taça tipo flute, 10 ml de licor de cassis (pode usar outro licor de frutas vermelhas também) e completar com 90 ml de espumante. Se quiser enfeitar, coloque uma cereja dentro.

Aperol Spritz: outro drink muito fácil de executar. Pegue uma taça grande de vinho, coloque algumas pedras de gelo (ocupe pelo menos metade do espaço com elas), acrescente 50 ml de Aperol (bebida italiana similar ao vermute), 100 ml de espumante (normalmente Prosecco) e complete com água gasosa. Coloque uma ou duas fatias finas de laranja para dar um toque mais cítrico e… pronto!

Portonic: tão simples quanto os anteriores… Misture num copo longo uma dose de vinho do Porto Branco (50 ml), água tônica, rodelas de limão, folhas de hortelã e cubos de gelo. Dê uma leve sacudida e você já pode se deliciar com ele.

Como podem ver, dá para curtir o verão na praia sem abrir mão de uma boa taça de vinho, seja ele espumante, branco ou tinto, e até mesmo combinado com outros elementos que os deixam ainda mais refrescantes.

Carpe diem!

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