Mini-vertical comprova a qualidade e longevidade do Almaviva!

  • Luiz Cola
  • 22/mar/2018
  • 0 Comentários

Fruto de uma feliz parceira iniciada em 1997 entre a vinícola chilena Concha y Toro e a francesa Baron Philippe de Rothschild, o vinho Almaviva nasceu com a missão (e a responsabilidade) de figurar não apenas na elite dos rótulos premium do Chile, mas de obter também um destaque no cenário mundial como um grande tinto de estilo bordalês (mesclas que utilizam as Cabernets Sauvignon e Franc, Carmenère, Merlot e Petit Verdot).

Passadas 20 edições desde sua chegada ao mercado com a safra 1996, o Almaviva fecha um importante ciclo com a recém-lançada safra 2015. A elevada qualidade desse vinho obteve um grande reconhecimento internacional, levando-o a ser eleito pelo critico americano James Suckling como o “vinho do ano” em sua lista Top 100 Wines de 2017.

Diante desse reconhecimento, o franco-chileno Almaviva já poderia se orgulhar de ter alcançado sua meta principal, mas e o teste do tempo? Como evoluíram as safras do Almaviva nesses 20 anos? Um grande evento em Brasília pretendeu buscar essas respostas reunindo no início dessa semana todas as 20 safras já produzidas. Um teste e tanto para qualquer vinho do mundo!

Infelizmente, não pude estar presente nessa degustação, mas ouvi ótimas comentários de alguns felizardos participantes. Ontem, sob a batuta do enólogo Michel Friou, pude apreciar o Almaviva numa escala mais modesta, uma mini-vertical com apenas três safras (1999, 2007 e 2015), que se apresentavam em momentos de evolução bem distintos, mas suficientes para tirar minhas próprias conclusões sobre sua qualidade e longevidade.

1999: Um típico tinto de estilo bordalês no auge de sua evolução! Ótima complexidade de aromas (cedro, tabaco e café), taninos devidamente polidos pelo tempo e uma acidez bastante equilibrada com a estrutura do vinho. Pronto para beber e, creio eu, apto a permanecer nesse apogeu por mais alguns poucos anos.

2007: Esse certamente está no momento ideal para os consumidores de paladar mais moderno, aqueles que privilegiam vinhos com uma fruta mais madura e exuberante. Apesar de ter um longa vida pela frente, esse 2007 já pode ser bebido sem arrependimentos, ainda que eu aconselhe a esperar uns cinco anos mais.

2015: Aqui o vinho se encontra numa fase embrionária, mas já apta para revelar seu “DNA” e exibir todo o imenso potencial proporcionado pela safra excepcional. A mescla de uvas perfeitamente maduras, com taninos potentes e extremamente macios, promete a seus futuros consumidores uma excelente recompensa. Por favor, não abram o vinho agora… Sejam pacientes!

Publicidade

0 COMENTÁRIOS

DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO