Malbec World Day: Sangue argentino transformado em vinho!

  • Luiz Cola
  • 17/abr/2018
  • 0 Comentários

Desde que foi instituído pelos argentinos, o Malbec World Day celebra anualmente no dia 17 de abril a importância dessa casta para o país. Em 2011, escrevi uma pequena homenagem para ela aqui no blog, que continua muito válida, e merece ser relembrada nesse sesquicentenário de sua chegada em terras argentinas…

Há exatos 150 anos, chegava pela primeira vez na Argentina a casta Malbec. No meu entender, a melhor tradução para ela, diante da importância que alcançou no país, é “sangue argentino”! Trazida pelo francês Michel Pouget, em 1868, paulatinamente ela se transformou em referência para toda vitivinicultura argentina, elevando seus vinhos ao status de ícone nacional e obtendo grande reconhecimento mundial.

Vinhas velhas de Malbec com 70 anos de idade!

No futebol, os argentinos são conhecidos pelo vigor, pela perseverança de nunca desistir, de dar o “sangue” pelo seu time. Visitando o Museo del Vino, na Bodega La Rural, e observando o trabalho árduo que foi necessário para erguer as primeiras vinhas na desértica região de Mendoza, podemos ver quanto do “sangue argentino” foi empregado para transformar os bagos das primeiras videiras neste precioso líquido cor de rubi (ou de sangue, se preferir).

Dos simples lagares feitos de couro de vaca aos ultra-modernos “rototanks”, a Malbec esteve presente em todas as etapas do desenvolvimento vinícola da Argentina. Dos primeiros fermentados duros e rústicos, feitos para o consumo diário dos agricultores, aos potentes, sedosos e frutados vinhos que encantam o mercado consumidor atual, a Malbec deixou para trás sua longínqua origem francesa (ela ainda é bastante cultivada na região do Cahors) para se firmar como o vinho feito com a alma e o “sangue argentino”.

Percorrendo o interior de qualquer vinícola, seja nas alturas de Salta, nos ventos frios da Patagônia ou mais provavelmente, nos arredores de Mendoza, veremos instalações modernas e exuberantes (como na renomada Catena Zapata), tradicionais e bastante antigas (como na clássica Bodegas López), ou novíssimas e arrojadas bodegas boutique e seus belos edifícios, que reverenciam a Malbec como matéria-prima dos melhores vinhos da Argentina, e, se olharmos com mais atenção, seremos capazes de enxergar pequenas gotas de “sangue” espalhadas por todo o lugar, ou será que são de vinho?

*Texto originalmente publicado no blog em março de 2011

Publicidade

0 COMENTÁRIOS

DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO