Volta ao mundo através do vinho: A Champagne!

  • Luiz Cola
  • 10/abr/2018
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Partindo da Champagne, uma das regiões vinícolas mais famosas da França, vamos apresentar nessa coluna uma série de pequenas viagens “enoturísticas” pelo mundo. Vamos descobrir as melhores atrações de cada um desses recantos vínicos: as vinícolas para visitar, os vinhos a degustar, as lojas onde adquirir boas garrafas e os locais mais bacanas para comer e se hospedar. Um miniguia com dicas imperdíveis das principais regiões produtoras de vinho ao redor do globo. Boa viagem!

Mapa dos principais vinhedos da Champagne entre Reims e Épernay.

A Champagne, região vinícola situada mais ao norte dentre todas na França, é o lar do mais célebre espumante do mundo, ao qual empresta seu nome: o Champagne! Partindo de Paris em direção a Reims ou Épernay, pode-se chegar às duas principais cidades da região em pouco mais de uma hora de viagem, seja de trem bala (TGV) ou carro.

A cidade de Reims é dominada pela majestosa catedral gótica onde os reis franceses eram coroados. Ela conta com inúmeras maisons e caves de champagne abertas à visitação. Dentre as mais conhecidas, sugiro escolher entre a Taittinger, Veuve Clicquot Ponsardin, Mumm, Pommery ou Ruinart. Basta reservar sua visita pelo site oficial da cidade de Reims.

Dom Pérignon, o “inventor” do champagne!

Continuando nosso roteiro, em apenas 30 minutos de viagem de carro na direção sul, chegamos a Épernay, uma pequena vila que rivaliza com Reims como capital da Champagne. Depois de um rápido passeio pelas ruas do centro, seguimos para mais imponente via do lugar: a Avenue du Champagne! Com pouco mais 1 km de extensão, essa avenida tombada pela UNESCO reúne a mais bela coleção de maisons do século XIX, todas erguidas com a riqueza proporcionada pela bebida.

Depois de um breve passeio a pé, faça uma visita guiada na Moët & Chandon, bem no começo da avenida. Se o tempo for curto, pare pelo menos no wine bar da Perrier-Jouët e beba uma taça de champagne para se refrescar após a caminhada.

A outra grande atração de Épernay fica fora da vila, mas pode ser apreciada de lá: uma visão panorâmica dos belos vinhedos plantados no Vale do rio Marne e na Montagne de Reims.

Brasserie Le Jardin (Reims)

Como ninguém é de ferro, seguem as dicas de onde comer: em Reims, tanto para almoçar ou jantar, sugiro um menu degustação na Brasserie Le Jardin ou no sofisticado restaurante Le Parc (2 ** Michelin), ambos no Parc Les Crayères. Já para almoçar em Épernay, sugiro experimentar o Bistrot Le 7 ou o restaurante Les Berceaux (1* Michelin). Para quem ainda estiver à noite na vila, um jantar no Le Théatre é altamente recomendado.

Para quem acha que champagne é tudo igual, experimente degustar um blanc de blancs (elaborado apenas com Chardonnay) ou millésimé (feito apenas uma safra excepcional) de produtores como Benoît Lahaye, David Léclapart ou Jacques Selosse. Tenho certeza que essa impressão irá mudar rapidamente.

Ah, faltou revelar um pequeno “segredo” da região: prove um Coteaux-champenois, o vinho tranquilo (não espumante) da Champagne, raros de encontrar fora da região. Costumam ser um pouco mais caros que os champagnes, mas valem cada centavo de euro!

Onde comprar:
Les Caves du Forum (Reims) 
Le 520 (Épernay)

Sugestões de vinhos:

Jacques Selosse Initial Grand Cru Blanc de Blancs Brut NV (indisponível no Brasil)

Benoît Lahaye Coteaux Champenois Bouzy Rouge 2012 (indisponível no Brasil)

Larmandier-Bernier Coteaux Champenois Vertus Rouge 2012 (Cellar – R$455,00)

Krug Grande Cuvée NV (Moët Henessy do Brasil – R$1.200,00)

*Texto publicado originalmente na coluna “Vinhos e mais vinhos” no Caderno AG do Jornal A Gazeta (08/04/18).

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