Volta ao mundo através do vinho: Alsácia!

  • Luiz Cola
  • 10/set/2018
  • 0 Comentários

Delimitada por uma estreita faixa de terra na fronteira com a Alemanha, bem perto do rio Reno, a região vinícola francesa da Alsácia se estende por cerca de 170 km no sentido norte-sul, entre os arredores das cidades de Estrasburgo e Mulhouse.
Em virtude dessa proximidade com a Alemanha, e particularmente pelo fato de já ter pertencido a ela durante alguns períodos de tempo na história recente, a Alsácia tem uma identidade cultural e arquitetônica bastante peculiar, uma mescla do rigor alemão com a elegância francesa.

Vila de Beblenheim vista do alto de seus vinhedos

A rota dos vinhos da Alsácia (marcada em vermelho no mapa abaixo) é uma das mais antigas da França, com mais de 60 anos de existência, percorrendo as 70 vilas que compõem essa região vinícola.
Ao longo dessa rota é possível conhecer praticamente tudo que há de mais expressivo na região, inclusive seus 51 vinhedos Grands Crus, cultivados majoritariamente com as castas brancas Riesling, Gewurztraminer, Pinot Gris e Sylvaner. Elas produzem cerca de 90% dos vinhos da região, excelentes brancos secos e alguns dos mais sofisticados e raros vinhos de sobremesa do planeta (Vendanges Tardives e Sélection de Grains Nobles). Entre as tintas, apenas a Pinot Noir merece destaque na elaboração de vinhos.

Apesar de Estrasburgo ser a principal cidade da Alsácia (e sede do Parlamento Europeu), é a pequena vila medieval de Colmar que deve servir de base para percorrer a região. Considerada uma das mais belas cidades da Europa, Colmar oferece inúmeras atrações turísticas e é perfeita par ser descoberta a pé.

Partindo de Colmar, em poucos quilômetros alcançamos vilas menores (e ainda mais lindas) como Eguisheim, Beblenheim, Kaysersberg, Riquewihr, Ribeauvillé e Bergheim, cercadas de vinhedos por todos os lados. O cenário composto por essas vilas medievais é absolutamente encantador, especialmente se a visita for feita entre os meses de maio e setembro, quando a luz da primavera e do verão proporciona um colorido único para toda a região da Alsácia.

Onde ficar:
Em Colmar existem inúmeras opções de hospedagem, para todos os gostos e bolsos, mas a minha sugestão é o pequeno hotel boutique Quatorze, há poucos metros das principais atrações do centro da cidade. Se a procura for por um hotel mais sofisticado, o Maison des Têtes (ou Casa das Cabeças, em português) pode ser a escolha ideal.

Onde comer:
Como já mencionei antes, a influência alemã é imensa por toda a Alsácia, e na gastronomia não seria diferente. Para quem aprecia os pratos típicos alemães à base de porco, batata e repolho, a oferta é imensa. Mas é claro que a culinária francesa se faz representar, e nesse caso, deixo como indicação o fabuloso restaurante Girardin, dentro do Maison des Têtes. Uma experiência inesquecível!

Vinhos para beber e comprar:

Christian Binner Les Pirouettes Pinot Noir 2015 (R$148 – Delacroix)

Zind-Humbrecht Gewurztraminer Turckheim 2014 (R$165 – Delacroix)

Bott-Geyl Pinot Gris Sonnenglanz Grand Cru 2009 (R$196 – Delacroix)

Albert Mann Riesling Shlossberg Grand Cru 2015 (R$285 – Cellar)

Albert Mann Gewurztraminer Furstentum Grand Cru “Sélection de Grains Nobles” 2011 (R$365 – Cellar)

*Texto publicado originalmente na coluna “Vinhos e mais vinhos” na Revista AG do Jornal A Gazeta (09/09/18).

Publicidade

0 COMENTÁRIOS

DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO