Leilão: Borgonha de 1945 torna-se o vinho mais caro de todos os tempos!

  • Luiz Cola
  • 15/out/2018
  • 2 Comentários

A Sotheby’s de Nova York presenciou um momento histórico no último dia 13 de outubro: durante o leilão de vinhos pertencentes a coleção pessoal de Robert Drouhin, diretor da famosa maison Joseph Drouhin, o lote nº 84, contendo uma garrafa regular (750 ml) de Romanee-Conti da safra 1945 alcançou a inacreditável cifra de US$ 558.000, cerca de 25 vezes o piso estimado (US$ 22.000). Um recorde absoluto!

Vinhedo do Romanée-Conti: aqui nasceu o vinho mais caro já comprado até os dias de hoje!

O leilão continha ainda uma outra garrafa dessa mesma safra (lote nº 85), arrematada por um pouco menos (US$496.000), mas ainda assim, muito acima do recorde anterior: um Château Lafite-Rothschild de 1869, vendido em 2010 por US$233.000 num leilão em Hong-Kong.

Esses valores astronômicos podem ser explicados, em parte, pela excepcional raridade dos Romanées-Conti dessa safra: míseras 600 garrafas (algo com duas barricas) foram elaboradas em 1945, as últimas oriundas das antigas videiras existentes naquele vinhedo, posteriormente arrancadas para dar vez a novas plantas.

Rótulo atual do celebrado Romanée-Conti

Além dessa quantidade extremamente baixa (a média por safra gira atualmente em torno de 5.000 garrafas), o ano de 1945 é considerado de qualidade excepcional e emblemático por ser o ano da vitória dos aliados na 2ª Guerra Mundial. Junte esses fatos ao intenso movimento de aquisição de grandes vinhos em todo o mundo e podemos entender bem as razões para alcançarmos esse recorde.

Curiosamente, para quem já achou estratosférico o valor pago por uma simples garrafa de vinho, saiba que ele ficou muito abaixo do grande “campeão” desse leilão: uma garrafa de whisky escocês Macallan 1926, vendida por “insanos” US$ 843.200!

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2 COMENTÁRIOS

  • flavio - 15 de outubro de 2018 às 14:12

    Comentário? Sem comentário… Eu não consigo compreender como um mero produto de agricultura possa custar 50 dólares, quanto mais 500 mil…

    • Luiz Cola

      Luiz Cola - 16 de outubro de 2018 às 17:59

      Flávio,
      Nesse caso, o “produto agrícola” transcendeu para um “objeto de desejo”. Também acho irreal, mas o valor e o preço nessas situações não tem nenhuma relevância para quem pode pagar…
      Abs,
      Luiz Cola

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