Volta ao mundo através do vinho: Serra Gaúcha!

  • Luiz Cola
  • 28/out/2018
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Encerrando esse primeiro ciclo de 12 escalas da “Volta ao mundo através do vinho”, é hora de voltar para casa, ou seja, para a mais conhecida região vinícola brasileira: a Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul.

Situada a cerca de duas horas de carro da capital Porto Alegre (125 km), a cidade de Bento Gonçalves é uma espécie de portão de entrada da Serra Gaúcha e do “Vale dos Vinhedos”, uma região bem próxima da cidade que concentra um grande número de vinícolas, vinhedos e outras atividades ligadas a elaboração de vinhos e a gastronomia típica dos imigrantes europeus que, desde o final do século XIX começaram a colonizar aquela área.

A produção de vinhos na Serra Gaúcha começou justamente com a chegada da colonização europeia, mantendo-se bastante rudimentar até o início dos anos 1970, quando as primeiras vinícolas de porte começaram a desbravar o potencial da região, sobretudo para a elaboração de espumantes.

Espumante, o grande expoente vinícola da Serra Gaúcha

Passados quase 50 anos, a Serra Gaúcha evoluiu tremendamente na qualidade de seus vinhos. Graças a décadas de intensa pesquisa, foram delimitadas as áreas mais promissoras ao cultivo das vinhas, conhecidas como Indicações de Procedência e Denominações de Origem.

Atualmente existem cinco delas: a D.O. Vale dos Vinhedos e as I.P.’s Pinto Bandeira, Farroupilha, Monte Belo e Altos Montes, cada uma com sua vocação específica para um determinado grupo de castas ou um estilo particular de vinho.
Além desse grande desenvolvimento na seleção de áreas para o cultivo das vinhas e elaboração dos vinhos, a Serra Gaúcha conta hoje com uma completa estrutura de recepção aos turistas, especialmente dentro do Vale dos Vinhedos e da região de Pinto Bandeira. Posso assegurar que o passeio pela região é imperdível e digno de ótimas lembranças!

Onde ficar:
A infraestrutura hoteleira da região é excelente, oferecendo acomodações sofisticadas como o Hotel & Spa do Vinho ou a bucólica pousada Borghetto Sant’Anna, mas existem inúmeras outras opções para todos os gostos e bolsos.

Onde comer:
Para quem aprecia a culinária italiana, a Serra Gaúcha é um prato cheio! A combinação de massas, de polenta preparada de inúmeras formas e do famoso “galeto ao primo canto” é certeira. Em Garibaldi, cidade bem próxima de Bento Gonçalves, vale a pena experimentar a Trattoria Primo Camilo ou a pequenina Osteria della Colombina. Nos meandros do Vale dos Vinhedos esconde-se o Valle Rústico, um restaurante de autor com foco em produtos orgânicos. Algumas vinícolas também oferecem bons restaurantes, recomendo uma visita ao Maria Valduga, dentro da Casa Valduga.

Sala de degustação Vinícola Luiz Argenta

Vinícolas para visitar:
Olhando o mapa enoturístico da Serra Gaúcha é possível descobrir a enormidade de opções de vinícolas para visitar, mas vou tentar facilitar um pouco as escolhas considerando a qualidade dos vinhos e da recepção ao turista: Miolo, Lídio Carraro, Almaúnica, Don Laurindo, Casa Valduga, Marco Luigi, Salton, Estrelas do Brasil, Cave Geisse, Don Giovanni e Luiz Argenta.

Vinhos para beber e comprar:

Don Giovanni Brut Nature (R$90)

Casa Valduga 130 Brut NV (R$114)

Cave Geisse Blanc de Noir Brut 2015 (R$125)

Miolo Lote 43 2012 (R$185)

Valmarino Cabernet Franc 2016 (R$112)

*Texto publicado originalmente na coluna “Vinhos e mais vinhos” na Revista AG do Jornal A Gazeta (21/10/18).

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